
O aumento de casos de influenza já é percebido na prática clínica e acompanha o início do período sazonal das doenças respiratórias, que se intensifica entre os meses de março e agosto
Dados recentes da vigilância em saúde apontam crescimento de atendimentos por síndromes gripais e respiratórias, com registros de casos diários de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e maior impacto entre públicos vulneráveis.
Além disso, análises epidemiológicas indicam que o vírus influenza segue em circulação relevante no Brasil, com predominância do tipo A em boa parte dos casos registrados neste ano.
De acordo com a médica Sara Neves, o principal desafio é a falsa percepção de que a gripe é sempre um quadro leve. "A influenza costuma ter início súbito, com febre alta, dor no corpo, fadiga intensa e sintomas respiratórios importantes. Diferente de resfriados comuns, ela pode evoluir rapidamente e comprometer o estado geral do paciente", explica.
Segundo a especialista, o vírus pode desencadear complicações graves, como pneumonia, agravamento de doenças crônicas e necessidade de internação.
"Grupos de risco, como crianças, idosos, gestantes e pacientes com doenças cardíacas ou respiratórias, precisam de atenção redobrada, especialmente nesse período de maior circulação viral", alerta.
A vacinação segue como a principal forma de prevenção. A vacina protege contra as principais cepas em circulação e pode reduzir entre 60% e 70% o risco de formas graves e mortes associadas à doença.
Além da imunização, medidas simples continuam sendo fundamentais: higienização frequente das mãos, evitar contato com pessoas sintomáticas, manter ambientes ventilados e adotar etiqueta respiratória.
Outro ponto importante é o momento de procurar atendimento médico.
"Febre persistente, falta de ar, piora do quadro ou sintomas intensos são sinais de alerta. O diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar agravamentos", orienta Dra. Sara.
Com o avanço dos casos, o alerta é claro: a influenza não deve ser subestimada. "A gripe pode parecer comum, mas tem potencial de gravidade. Prevenção, vacinação e atenção aos sintomas são essenciais para atravessar esse período com segurança", conclui a médica.