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Publicado em 16/05/2026 09:53:44

O grão que tem bem mais proteínas que o milho

Livre de glúten, é rico em proteínas de alta qualidade, com destaque para a lisina
Campos de amaranto no México. O grão é rico em lisina e aminoácidos essenciais (Foto: Turismo/Temoac)

O amaranto contém perfil de aminoácidos essenciais e concentração de proteína entre 40% e 70% acima da encontrada no milho

O amaranto é um grão ainda pouco conhecido, mas que possui concentração de proteína entre 40% e 70% superior ao milho. O alimento fornece aminoácidos essenciais, com destaque para a lisina, componente com disponibilidade limitada em cereais como trigo e arroz.

De acordo com a nutricionista Camila Aramuni, o consumo do alimento atua diretamente na regulação do apetite. "A proteína ajuda a aumentar a saciedade, pois estimula hormônios intestinais como GLP-1 e PYY, que reduzem o apetite e prolongam a sensação de plenitude após as refeições", afirma a especialista.

Diferente de fontes de carboidratos convencionais, o amaranto entrega uma estrutura proteica que auxilia na manutenção dos tecidos. Camila explica que a comparação com outros grãos deve sempre considerar a composição química.

"O diferencial do amaranto está na qualidade da sua proteína. Ele contém todos os aminoácidos essenciais, com destaque para a lisina, um nutriente geralmente limitado em cereais tradicionais". Ainda de acordo com a nutricionista, este perfil torna o grão uma opção para dietas que buscam o aporte proteico sem a ingestão de glúten.

 

Mecanismo de saciedade e ação intestinal

A presença de fibras e proteínas no amaranto altera a velocidade de digestão e a resposta insulínica. Segundo Camila, o impacto no sistema digestivo vai além do controle de peso.

"As fibras alimentares presentes no amaranto favorecem o funcionamento do intestino e servem de substrato para bactérias benéficas da microbiota intestinal", detalha a nutricionista. Esse processo resulta na produção de ácidos graxos de cadeia curta, substâncias que atuam na proteção da mucosa intestinal.

O controle dos níveis de gordura no sangue também é citado como uma função das fibras presentes no pseudocereal. "As fibras solúveis auxiliam na redução da absorção intestinal de colesterol e ácidos biliares", explica Camila.

Além das fibras, o grão contém polifenóis e compostos bioativos que atuam contra o estresse oxidativo nas células e no sistema cardiovascular.

 

Versatilidade e absorção de minerais

O amaranto é comercializado em flocos, farinha ou grãos, e sua inclusão em refeições matinais é uma prática comum para aumentar a densidade nutricional.

"O amaranto combina com iogurte e é uma forma prática de incluí-lo na rotina. Na versão em flocos ou ‘pipocado’, ele adiciona crocância e aumenta o teor de proteínas vegetais, fibras e minerais como magnésio, ferro e zinco", afirma a especialista.

A nutricionista destaca, ainda, que a versão em grãos cozidos mantém a estrutura íntegra, o que promove uma absorção mais gradual dos carboidratos.

Para indivíduos com restrições alimentares, o grão funciona como alternativa segura, desde que observada a procedência. "O amaranto é naturalmente livre de glúten e pode ser consumido por pessoas com Doença Celíaca. No entanto, é fundamental observar o rótulo para evitar a contaminação cruzada em equipamentos que processam trigo", adverte a profissional. Além disso, o grão também fornece magnésio e fósforo, minerais que participam do metabolismo energético e da formação da estrutura óssea.

 

Cuidados e biodisponibilidade

O consumo de amaranto exige atenção à ingestão hídrica e à combinação com outros nutrientes para otimizar a absorção. Camila esclarece que o grão contém fitatos, que podem interferir na captação de alguns minerais. "Esse efeito costuma ser reduzido dentro de uma alimentação com variedade e pode ser minimizado quando o alimento é consumido em combinação com fontes de vitamina C", orienta.

Do ponto de vista calórico, a nutricionista reforça a necessidade de controle das porções: "O amaranto não deve ser encarado como um alimento 'liberado'. Porções excessivas podem contribuir para um consumo energético maior do que o necessário".

A introdução gradual do grão na dieta é recomendada para evitar desconfortos gastrointestinais decorrentes do teor de fibras, garantindo que o organismo processe os nutrientes de forma eficiente.

Fonte: CNN Brasil / Metrópoles
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