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Publicado em 22/03/2025 09:14:03

O que faz alguém trair?

Confira cinco gatilhos desse comportamento, que para muitos é imperdoável
Imagem meramente ilustrativa (Foto: Canva)

A ideia mais comum que temos sobre traição está ligada a casos de infidelidade conjugal. Mas para a psicanalista e escritora Regina Navarro, a questão vai além da questão do sexo e não deve se limitar à infidelidade entre parceiros. Navarro acredita que a palavra deveria ser usada para descrever situações em que alguém o prejudica de forma significativa, como causar danos financeiros ou outros tipos de prejuízos.

Gatilhos que podem levar à infidelidade

Genética: pesquisas, como uma publicada em 2014 no periódico Evolution and Human Behaviore, realizada por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, indicam que variações nos genes podem influenciar comportamentos ligados à traição. Nesse estudo, 63% das variações de comportamento consideradas promíscuas em homens estavam relacionadas aos genes, enquanto nas mulheres esse número foi de 40%.

Relacionamento falido: quando a "química" não está mais saudável ou satisfatória, algumas pessoas podem buscar satisfação fora da relação.

Atração por outras pessoas: sentir atração por outras pessoas é natural e não é, por si só, traição. O problema está no ato de consumá-la. O importante é analisar a frequência desses pensamentos e o motivo por trás deles, já que, em alguns casos, isso pode indicar que o relacionamento está em crise, analisa a psicóloga Vanessa Karam.

Questões de gênero e machismo: Navarro explica que, historicamente, os homens nunca foram cobrados a ter exclusividade sexual, o que pode explicar o fato de que, em geral, eles tendem a trair mais do que as mulheres. Um estudo feito pela USP em 2016 confirmou essa ideia, mostrando que os homens traem mais frequentemente que as mulheres.

Falta de empatia e vínculo: a diminuição dos laços emocionais e a falta de confiança no parceiro podem impulsionar a busca por outra pessoa.

 

É algo imperdoável? Converse e reflita

Segundo as especialistas, ainda existe um grande tabu em falar abertamente sobre traição entre casais. Por isso, é importante discutir o assunto para entender os limites de cada um. Karam destaca que é essencial alinhar as expectativas no relacionamento, pois enquanto para alguns a monogamia funciona, para outros, não.

Para Navarro, o tema deveria ser abordado de maneira mais leve, sem imposições. Ela acredita que as pessoas se preocupam demais com a traição, mas ninguém deve controlar o outro, pois isso é uma ilusão.

Agora, se uma traição é perdoável ou não, saiba que essa decisão é uma escolha pessoal e depende de cada um. O importante é reconhecer o que aconteceu e entender os próprios sentimentos. Karam sugere refletir sobre questões como "qual é o meu objetivo nesse relacionamento?", "como validar meus sentimentos?", "preciso me vingar?".

Se decidir continuar no relacionamento, é essencial evitar pensar de forma negativa ou fantasiar sobre novas traições, pois isso só prejudica a convivência. Caso opte pelo término, é importante seguir em frente e tentar não carregar as frustrações para o próximo relacionamento. A traição pode causar traumas e afetar a autoestima, por isso é importante buscar apoio se necessário, seja com pessoas de confiança ou com a ajuda de um Psicólogo.

Fonte: Uol Viva Bem
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